um diário dos dias inúteis
01
Mar 12
publicado por desempregado freelancer, às 01:03link do post | comentar | ver comentários (1) | |

este blog acabou-se.

um abraço a tod@s.


27
Fev 12
publicado por desempregado freelancer, às 15:45link do post | comentar | ver comentários (2) | |

We're dying on the inside Dying on the inside Right on time here's the other shoe. Clouds overhead start to loom. Some born to win others fated to lose. From the options we must choose. My friend dread is right on time, Can't start to think that it is fine. Watch the tower as it starts to teeter. The new lyrics follow the same old meter. It can't be comfortable when the whole thing's about to fall. We're dying on the inside Dying on the inside Butterflies, my stomach starts to heave. What joyous blunder waits for me? Finished first but I missed the start. Hitched the mule behind the cart. Take the rose by the thorns. Hope for sun, but here's the storm. So head outside and wait for rain. Watch it all go down the drain. It can't be comfortable when the whole thing's about to fall. We're dying on the inside Dying on the inside

We settle in but it's time to go, Taken to sea by the undertow. Love the smell but I hate the taste. Feeling good is such a waste. Loved the book but I hate the end, Gained a lover but I lost a friend. Straight to worst, from the best. Nothing fills that hole in my chest. It can't be comfortable when the whole thing's about to fall. To make things worse, it all goes so fast And we try to hold on as they go past. We need a Peter, we get a Paul; At least Judas had some balls. To make a move on these building doubts About how this messiah thing would shake out, I feel the nail against my skin, Wait for the hammer to drive it in. It can't be comfortable when the whole thing's about to fall. We're dying on the inside Dying on the inside It can't be comfortable when the whole thing's about to... fall. We're dying on the inside Dying on the inside

 

Fucked Up, "The Other Shoe", via semiose.net


publicado por desempregado freelancer, às 15:16link do post | comentar | ver comentários (4) | |
Monkeuy Business

 

- Portugal tem, de um lado, trabalhadores a ganhar ordenados de anedota.

- Portugal tem, de outro lado, gestores a ganhar múltiplos chorudos dos ordenados dos trabalhadores que mantêm na linha.

- Portugal tem, ainda de outro lado, desempregados que não conseguem outra colocação a não ser num trabalho qualquer em que são explorados ainda mais avidamente devido à sua condição.

- Portugal tem leis que permitem o despedimento sem grandes discussões, enfim, o despedimento porque sim.

- Portugal não tem economia, tem apenas uma recessão financeira.

- Portugal não tem empreendedores, tem apenas patrões que tentam enriquecer o mais possível e o ais rapidamente possível.

- Portugal tem uma noção de responsabilidade social baseada em citações de gurus.

- Portugal tem uma gestão de empresas baseada nessas mesmas citações.

- - Portugal tem governantes que dizem o que os gurus dizem, e fazem o que FMI e Merkozy mandam.

Portugal tem um governo de gurus.

 

Não sei se ria ou se os insulte. O Ministro Relvas vem a terreiro lançar uma iniciativa inter-ministerial ou inter-qualquer-coisa que, segundo ele, tem como objectivo resolver o desemprego jovem. Já o Ministro Álvaro explica, no seu peculiar modo de blogger canadiano, que irá criar a figura de Gestor de Carreira nos centros de emprego e que essa medida, para além de isentar esses centros de despesas com direcções desnecessárias, será a responsável por criar nada mais nada menos do que cerca de três mil empregos - 3.000 - por mês. Uma espécie de Egor do IEFP, por assim dizer.

Isto só pode ser delírio.


23
Fev 12
publicado por desempregado freelancer, às 11:10link do post | comentar | |

Ainda jovem, logo após o cumprimento do serviço militar, fui convidado a tornar-me delegado sindical num dos agregados à CGTP. Curioso, fui com o dirigente sindical que me convidou a uma reunião em Lisboa.

Devo esclarecer que sou um espírito livre em relação a dogmas ideológicos, e ainda mais o sou em relação a obrigações de disciplina partidária ou, no caso, sindical. Creio que, mesmo sendo activamente militante de uma causa, sindicato ou partido, devo salvaguardar a minha liberdade de pensamento, opinião e expressão, bem como a liberdade de agir em conformidade com estas. Foi esta minha forma de estar que determinou o fracasso do meu recrutamento para as fileiras sindicalistas. O problema é que achei o discurso sindical demasiado impregnado de ideologia e de propaganda, nos menos bons sentidos do termo, sendo visíveis as conotações com o discurso partidário do Partido Comunista, sintomáticas da influência que este exercia no sindicato. Não obstante, nunca deixei de considerar a actividade sindical, especialmente a exercida no âmbito da CGTP, como algo verdadeiramente essencial à manutenção dos direitos dos trabalhadores e à manutenção da própria democracia.

 

 

A verdade é que, apesar de muitos sectores da vida política, nacional e internacional, tentarem ofuscar o conceito de "luta de classes" com a luz do liberalismo económico, afirmando que este conceito é anacrónico e que já há muito tempo deixou de fazer sentido, a luta de classes existe, e talvez mais acentuada do que nunca.

Não é despropositado, como afirmam alguns, falar do tema. Menos depropositado ainda é fazer dele a luta em si. Logicamente, creio, devemos adaptá-la à nova realidade do século XXI, e despí-la de preconceitos de ideologias ortodoxas que estagnaram no tempo. É assim que vejo a importância do sindicalismo no panorama actual.

O sindicalismo pode e deve ser a alternativa ao sistema partidário (embora não nos creia já preparados para formas de anarco-sindicalismo, dada a falta de formação para uma auto-gestão e dado o problema da acção directa), creio firmemente que é ele quem melhor está capacitado para agir em nome de uma população que se quer activa, culta e empreendedora. Ninguém melhor do que um sindicato sabe e pode auscultar a vida real e toda a problemática do viver. Assim, seria bom os sindicatos considerarem uma reformulação ideológica que considere o sistema capitalista como ponto de partida para uma sociedade mais justa e igual em oportunidades. O problema está na distribuição da riqueza, na gestão deficiente, e na desigualdade das oportunidades de acesso ao trabalho e à educação. Juntamente com isso, os sindicatos deveriam apostar a sério na formação dos seus quadros, dirigentes e delegados, uma formação que lhes permita entender os fenómenos sociais (políticos, económicos e sociológicos), de forma mais abrangente e profunda, sem medo que estes possam ser "contaminados" pela ideologia das escolas e universidades.

 

E, por fim, o que me traz aqui a falar de sindicalismo. Os sindicatos são representantes dos trabalhadores e devem, por isso, lutar pelos seus direitos. Mas a luta sindical não se esgota aqui.

Mais do que nunca, a prática sindical deve assentar num direito básico democrático: o do direito ao trabalho e, por que não, o do direito à educação - já que interligam na exigência de um país que se quer dsenvolvido e em evolução contínua.

A realidade laboral actual identifica-se por alguns vectores básicos - chamo-lhes vectores por representarem algo em curso, como uma força -, que necessitam urgentemente de acções específicas:

  • Os trabalhadores empregados a quem, um a um, vão sendo retirados direitos conquistados;
  • Os trabalhadores precários;
  • Os estudantes em busca de um primeiro emprego; e
  • Os trabalhadores desempregados.

Estas quatro forças são aquelas sobre as quais o sindicalismo se deve apoiar e acerca das quais deve intervir fortemente. O sindicalismo não pode apenas dar ar da sua graça em prime-time mediático à porta de uma empresa que despede, ou em concentrações mais ou menos preenchidas.

Deve, isso sim, congregar todos os que trabalham, os que gostariam de trabalhar, e os que perderam esse direito. Congregar e tomar atitudes dirigidas.

Os dirigentes sindicais deveriam pensar que, desempregados, somos centenas de milhar.

Suponho que isso desse uma bela manifestação "Pelo Direito ao Trabalho". Imagino um desfile de desempregados rumo aos Aliados ou ao Terreiro do Paço, uma demonstração real, viva e inegável do estado a que o país chegou: um estado em que não consegue garantir direitos básicos de sobrevivência aos seus cidadãos, enquanto discute internamente o preço da água engarrafada e dos vasos em que esta há-de ser servida aos Senhores Deputados da nação, provavelmente por um contratado temporariamente.


publicado por desempregado freelancer, às 10:30link do post | comentar | ver comentários (8) | |

O nome da actividade é estupidamente redundante: a procura é necessariamente activa. Não existe procura passiva. Mas, como tudo o que se relaciona com o desemprego se reveste de um carácter surreal, alinhemos na chalaça.

Por procura activa de emprego entende-se a obrigatoriedade de guardar registos de pedido de emprego, em número de três mensais, segundo me explicou o senhor do IEFP na altura em que "meti os papeis". Segundo esse senhor, a coisa funciona mais ou menos assim: qualquer carta enviada ou resposta a anúncio anúncio que façamos deve ser religiosamente guardada, pois nunca se sabe quando iremos receber ordens para provar que andamos à procura de emprego. Ainda segundo o mesmo senhor, caso não tenhamos anúncios respondidos ou cartas enviadas, bastará utilizar um formulário que me entregou, e passar, por exemplo, num café ou numa loja, para que o proprietário ou o gerente carimbem o referido documento, garantindo assim que procuramos emprego activamente, mas que não tivemos sorte. A procura activa de emprego, segundo o IEFP, não se relaciona efectivamente com a tentativa de arranjar trabalho. É apenas um pro forma.

Quero com isto dizer que, tal como as restantes medidas relacionadas com os desempregados, esta é uma boa anedota. Eu tenho a minha caixa de e-mail recheada com centenas de respostas a anúncios, candidaturas espontâneas e solicitações de entrevista. Estão lá, e vão acumulando. Nunca ninguém me pediu nada. Em contrapartida, conheço uma pessoa que está com problemas pois uma das candidaturas que apresentou passou para o mês seguinte, tendo um dos meses apenas duas candidaturas registadas.

 

 

Por fim, uma coisa importante: de cada vez que alguém aparece na loja, por exemplo, do Senhor Choramingas, é visto como o Senhor Choramingas vê os que por lá passam: mais um que anda a viver às custas do povo pagante de impostos, e que o que quer é andar ao alto, de carimbo em carimbo, de subsídio em subsídio.

Vai daí que, se perguntarmos a uma destas pessoas que carimbam formulários a desempregados e revelam o nojo que por eles têm nos blogs, o que fazem para acabar com o problema, certamente responderão que já ofereceram emprego a uns quantos, e que eles não quiseram trabalhar. O problema que os Senhores Choramingas não entendem é que as pessoas que procuram emprego, procuram a oportunidade de trabalho digno e pago de forma justa, e não uma qualquer forma de exploração que "aceitamos se quisermos".

A realidade é que os empregos oferecidos pelos Choramingas deste mundo acabam por pagar menos do que o Instituto de Segurança Social, e dar mais despesa. O que o Senhor Choramingas tem que fazer é investir em formação e aceitar uns quantos "formandos" patrocinados pelo Estado e, assim, aderir à nova forma de escravatura institucionalizada, paga pelo erário público, que já pagava pouco a tantos.

 

(Ao Senhor Choramingas deste blog aconselharia ainda a não usar a Internet que o Estado paga - e, por conseguinte, nós - para vir abandalhar um blog que se quer minimamente consistente. Ou não tem internet na loja?)


publicado por desempregado freelancer, às 09:34link do post | comentar | |

Quatro euros e sessenta e cinco cêntimos (930$00), foi a conta da minha satisfação. Hoje, pelas 08:30, tinha no telemóvel a feliz notícia do depósito do meu subsídio de desemprego.

O que fazer quando se recebe? Contas à vida? Ver as facturas e distribuir a verba? Estabelecer um plano de poupança? Definir prioridades? Sim, tudo isso, mas somente depois de um bolo de arroz, acompanhado de um café bem tirado (como só se tiram no Porto), e finalizado com um fumegante cigarro.

Diria Arnaldo Antunes, cantado pelos Titãs:

 

 

Bebida é água! Comida é pasto!
Você tem sede de que? Você tem fome de que?...

A gente não quer só comida
A gente quer comida Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída Para qualquer parte...

A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida Como a vida quer...

Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...

A gente não quer só comer
A gente quer comer E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer Prá aliviar a dor...

A gente não quer Só dinheiro
A gente quer dinheiro E felicidade
A gente não quer Só dinheiro
A gente quer inteiro E não pela metade...

Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...

A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída Para qualquer parte...

A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida Como a vida quer...

A gente não quer só comer
A gente quer comer E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer Prá aliviar a dor...

A gente não quer Só dinheiro
A gente quer dinheiro E felicidade
A gente não quer Só dinheiro
A gente quer inteiro E não pela metade...

Arnaldo, como me conheces!

22
Fev 12
publicado por desempregado freelancer, às 11:41link do post | comentar | |

 

zoom zoom zoom unenmployement to the moon


publicado por desempregado freelancer, às 10:50link do post | comentar | ver comentários (3) | |
Vazio

 

Sim, existe actividade. Os órgãos involuntários mexem, o estômago dá horas, os dedos acariciam as teclas. Mas há uma espécie de sonolência, sabes?, um sono que se apodera da alma e não a deixa viver a vida. Um género de coma que me tolhe e me confina ao espaço de um sofá, sem vontade para mais do que te escrever estas miseráveis linhas. É um autismo semi-voluntário aquele que vivo, uma realidade construída em alicerces de barro, na qual me movo sem olhar em volta. As coisas começam a deixar de interessar. Notícias, opiniões, conselhos... tudo paira à minha frente numa espécie de limbo translúcido e dá-me a impressão de que, se quiser tomar contacto com a tua realidade, a dos vivos, terei que me aventurar a passar a camada gelatinosa que dela me separa. Perguntas-me porque não faço algo, porque não saio, porque não ligo aos amigos. Perguntas simples devem originar respostas simples? Nem por isso. A verdade é que não me apetece fazer seja o que for, não tenho para onde sair, e os amigos, bom... os amigos são para as ocasiões, não é?, para as ocasiões em que estamos de bem com a vida, divertidos, lúcidos ou não, mas sem problemas. Os amigos têm telefones mágicos que rejeitam chamadas de quem nada tem a dizer. Recordas um escrito de há alguns anos, do tempo em que eu era um tipo mais ou menos bem sucedido, um escrito em que eu perguntava às pessoas se realmente encaminhavam os pedidos de emprego dos que a elas recorriam? E explicava-te que é o mínimo que podemos fazer, se trabalhamos, conhecemos gente, se conhecemos gente, podemos enviar um currículo de alguém que quer trabalhar, e dizia-te que lamentavelmente isso é raro. E dizia-to sem saber ainda o quão raro eu era. E agora, o sono, este sono de um cansaço de transportar o mundo aos ombros, um cansaço de procurar uma explicação para tudo isto, uma culpa, minha ou de outrém, que interessa encontrar culpado. O que fiz? O que me fizeram? Sonhos de conversas passadas, reuniões, encontros, o que foi dito, a forma como foi dito, sobretudo isso, a forma... terá sido por isso?, terá sido por outra coisa?, será realmente a crise a culpada de tudo isto, ou trata-se apenas de um erro, meu, teu, de outro qualquer? O sono de nada fazer, de perder a vontade de fazer. O respirar lento e o bater das teclas, nada mais.


publicado por desempregado freelancer, às 10:19link do post | comentar | |

É moralmente corrupto pensar que apenas quem trabalha deve receber o vencimento no final do mês: os que, como eu, contribuiram com o seu dízimo durante o seu tempo de trabalho, mais os que trabalharam toda uma vida e agora gozam uma merecida reforma, e ainda os que ainda não estão em idade de trabalhar, juntos com os que, por motivos de saúde não podem trabalhar, deveriam, como os restantes, receber no final do mês.

Bom, diga-se a verdade: eu vou receber no final do mês, mas com um mês de atraso.

 

Viemos levantar o subsídio de desemprego! Paguem-nos e ninguém se magoa.

 

Os milhares de desempregados que, como eu, estão à espera do subsídio como do pão para a boca - metáfora mais que adequada - sofrem, diria eu, de uma ansiedade que se vai tornando crónica com o tempo. A ansiedade de já não ter dinheiro para os transportes, a ansiedade de já não ter dinheiro para a comida, a ansiedade de já não ter dinheiro para honrar os seus compromissos com bancos e outras instituições de crédito, a ansiedade de já não ter dinheiro para pagar a mensalidade da escola dos filhos.

Toda esta ansiedade traduz-se em nada menos do que no fervilhar da pressão, sem válvula de escape que sirva os seus propósitos (com o tempo vamos ficando fartos de lenitivos televisivos e de terapias ocupacionais disfarçadas de formação ou coisas do género), pressão que um dia estourará. Porque não somos só nós, é toda uma Europa.

 

Um estado que não honre as suas obrigações sociais não possui autoridade moral para obrigar os outros a cumprí-las e, assim, qualquer patrão pode desculpar-se com a crise, atrasando pagamento dos salários para calendas mais propícias. Um estado que não honra as suas obrigações sociais é um estado que não pensa no seu Povo. Um estado que não honra as suas obrigações não é um estado, é apenas uma colecção de gestores incapazes.

 

Entretanto, escrevo este post aguardando o que me é devido - sim, o que me é devido! -, mantendo-me em casa, sem independência, sem liberdade, sem café e sem tabaco. Será que o estado anda preocupado com a minha saúde? E a notícia: vamos passar a receber sempre no mesmo dia. Mas não se sabe em que dia, nem quando será a medida posta em prática. Nem se será posta em prática, acrescentaria.


publicado por desempregado freelancer, às 01:22link do post | comentar | |

Hoje entrei directamente, não existe ninguém na fila. Saí apressadamente e pequei no papelinho da marcação. Frente à senhora que nos atende, reparei que tinha deixado a carteira em casa. Desculpei-me.

- Veja lá... deixei a carteira em casa e não tenho o bilhete de identidade comigo, disse um tanto ou quanto envergonhado. A senhora sorriu.

- Não se preocupe! Você já é conhecido, não é? E deu-me o novo papelinho para a mão, desejando-me boa sorte.

Sinceramente, não acho esta conversa um bom sinal. Antes pelo contrário.


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